CHRISTIANE F











17/04/2007 13:47



A GRANDE TRAGÉDIA ALEMÃ





Num banheiro público, Stella faz uma performance real aos jornalistas




RESUMO DA ÓPERA: a atitude das pessoas em relação ás drogas na sociedade é dividida em antes e depois de Christiane F lançar o que os alemães chamam de “o livro-bomba”. Antes a reação da sociedade era essa: “Drogas são para artistas, degenerados, loucos. Gente que não sabe viver em sociedade. Ninguém normal chega perto disso. Meus imaculados filhos jamais teriam contato com essa coisa.” Enfim, uma ilusão hippie. Depois de lerem o depoimento de uma garota absolutamente normal e comum, viram que a realidade é punk: o mal que degenera as pessoas e as empurra para as drogas começa na própria sociedade.







1976: Berlim Oeste era ainda a Grande Vitrine do Capitalismo.
A Alemanha Ocidental, uma nação superindustrializada de Primeiro Mundo, sem mendigos nem famintos...
mas então porque começaram a surgir tantas crianças dormindo na rua?
Era um fenômeno novo que ninguém explicava.




Foto: Jürgen Müller-Schneck






Dois jornalistas. Curiosos. Intrigados com aquilo, Kai Hermann e Horst Rieck saem ás ruas para caçar a verdade – e descobrem o lado mais horrendo que o submundo escondia: nas estações de metrô e nas praças do pornoturismo, crianças se oferecem aos pedófilos, homossexuais e pervertidos para sustentar seu vício na mais escravizante das drogas, a Madame Heroína. Na reportagem á revista semanal Stern, os dois entrevistam uns poucos garotos que não falam muito... faltava uma história completa que esclarecesse a todos porque essa situação calamitosa explodiu. O que leva tantos menores a se tornarem o lixo da sociedade? Como a fina flor da nação alemã teve sua vida estragada em tão tenra idade? Faltava um testemunho...
Mas NINGUÉM tinha coragem de romper o silêncio e jogar a indizível VERDADE no ventilador...







O cadáver de Livia S encontrado no banheiro de uma estação de metrô



1977: A heroína mata 593 pessoas na Alemanha Ocidental e 84 menores em Berlim. Centenas de adolescentes viciados vendem o corpo para os tarados mais sórdidos e dementes. A cada semana, mais cadáveres de crianças achados nos banheiros públicos com uma seringa encravada no braço. Na página policial, já é rotina ler os sobrenomes omitidos das vítimas: Andreas W, Livia S, Lutz F...






Anjo caído A morte da inocência: aos 14, Babsi torna-se a mártir de uma geração



“ELA SÓ TINHA 14 ANOS!” Foi a manchete que expôs a tragédia. Desta vez, um rosto em todas as revistas choca o mundo.
Um lindo anjo triste caído em desgraça: Babette Döge, a Babsi. Filha adotiva de um famoso pianista alemão.
Aos 13, já estava viciada, prostituída, seqüestrada por um cafetão, torturada, estuprada por bêbados...
Encontrada morta na cama de um cliente. Aos 14, é exibida na imprensa como “a mais jovem vítima que a heroína matou.”
Não dá mais pra esconder: O FUTURO DA SOCIEDADE ESTÁ APODRECENDO E MORRENDO DIANTE DE TODOS.
“No future”, espeta o punk que sacode o planeta no mesmo ano. O fim do mundo está próximo.





A manchete que estarreceu a nação





Chris durante o inverno: "A gente sabia que não ia viver muito. Mas não ligava. Nós escolhemos viver assim."




1978: Surge a testemunha que faltava para contar toda a história. Seu rosto é mantido em segredo. E o horror que ela conta é o bastante para cobrir a sociedade de vergonha. Sabe-se então que qualquer pessoa normal e comum pode ser “o lixo da sociedade” antes mesmo de se drogar. Qual a origem do câncer que corrói a civilização? TUDO! O buraco é muito mais embaixo: A família de pais violentos e abandonadores. O lar inóspito de conjuntos habitacionais inabitáveis e desumanos, sem banheiros nem lazer. A educação falida que não ensina nada a ninguém, separando os alunos de cursos promissores dos condenados ao fracasso, num apartheid educacional. A saúde ineficaz de clínicas vigaristas que só exploram a tragédia dos doentes. As leis erradas que só marginalizam o cidadão com uma polícia opressora. Todos os pilares da sociedade apodrecidos são desmascarados
um a um pelo testemunho de uma menor adolescente que ninguém via. Mas todos leram seu depoimento – e a menina conta a história mais escabrosa, deprimente, trágica e violenta que o mundo já leu. De repente, tudo é virado pelo avesso: o acusador vira réu e a acusada aponta seu dedo para os adultos condenando “toda essa sociedade podre.”





O livro-bomba que chocou o mundo







As vítimas ganham nomes – e a grande tragédia alemã é narrada em todos os seus detalhes sórdidos, humanos, comoventes, românticos. A humanidade é apresentada a personagens reais: as amigas, o primeiro namorado que a trocou por outra, o romance de Romeu e Julieta junkies... está tudo lá, num painel completo e impressionante pela profundidade e realismo. Não podia ser diferente: uma história real e brutal, contada com uma sinceridade chocante. O mundo não estava preparado para esse soco no estômago. Christiane F fez o sistema engolir de volta toda a merda que impôs a ela desde criança. Ela jogou no ventilador a podridão que a sociedade varria pra debaixo do tapete. Depois disso, nada mais seria o mesmo.






Os personagens reais do livro flagrados em fotos pessoais:

Christiane Detlef Stella
Christiane Kessi Stella
Babsi e Stella





Kessi num passeio de lancha com Chris







Um parêntese: nos anos 70, a onda de terrorismo de esquerda estava em seu auge. Organizações terroristas como
o Grupo Baader-Meinhof e a Fração Armada Vermelha ( RAF ) cometiam atentados a bomba, assaltos e seqüestros.
O mais famoso deles foi o do Presidente da Associação dos Empresários Hanns-Martin Schleyer, que causou comoção nacional.
O caso abalou a nação em 6 de setembro de 1977 e levou a polícia alemã a deter inúmeros suspeitos de terrorismo – jovens drogados
com inclinação a aderir á causa revolucionária - inclusive uma certa drogada de 15 anos chamada Christiane F.





A famosa foto: Schleyer nas mãos dos terroristas



“Durante o sequestro de Schleyer, eu também fui detida. Na prisão, Stella teve contato com as terroristas.
Meninas da Fração Armada Vermelha detidas na mesma prisão. Ela conheceu Monika Berberich e estava fascinada por aquela mulher.
Muitos viciados achavam os terroristas formidáveis. Havia quem tentasse entrar em um grupo terrorista antes de se entregar á droga.
No fundo, eu também achava que só usando a violência podíamos mudar essa sociedade podre.
Quando alguém cometia um roubo, ou coisa parecida, a gente adorava!”
Os herdeiros da sociedade são os seus próprios coveiros.







Final da década de 70: tudo indica o fim do mundo como o conhecemos. O Império do Mal Comunista está no apogeu,
controla 22 nações e domina um terço da Humanidade. A Crise do Petróleo gera uma recessão econômica mundial.
E pra completar, o Movimento Punk e o Livro-Bomba de Christiane F cravam duas estacas no coração da consciência coletiva.
A próxima geração de cidadãos está condenada a ser uma nação de zumbis.





Chris na escola matando aula com os amigos e segurando a cabeça de um coelhinho de pelúcia
que ela mesma decepou: "Estar baratinado era mais ou menos o nosso estado normal."




Assim, as chances de futuro para qualquer adolescente viciado eram estar: 1) no cemitério, comendo capim pela raiz; 2) na cadeia, misturando-se com terroristas e criminosos comuns; 3) no hospício, talvez ainda se drogando; 4) na marginália, se drogando e se prostituindo ou na delinqüência; e 5) no Partido Comunista, agindo sob as ordens de Moscou e cometendo atentados, assaltos e seqüestros para destruir a sociedade capitalista e facilitar a invasão da Alemanha Ocidental pelo vizinho socialista. Lembre que Berlim era uma cidade cercada pelo Muro Vergonhoso dos comunistas, dentro do território da Cortina de Ferro e uma invasão seria iminente. Se você perguntasse a qualquer um naquela época como seria o mundo no próximo século, a resposta seria: “comunista”. De qualquer jeito, o futuro que se avistava era apocalíptico.







A reação do público foi inflamada: Se quisesse sobreviver, a sociedade teria que se reformar em cada um de seus pilares denunciados pela ex-drogada. As leis foram modificadas, com a legalização do consumo de drogas pelos usuários para que a polícia concentrasse esforços em reprimir o tráfico. A saúde teve de fiscalizar o vício. O Estado passou a fornecer a droga e seringa, na dose diária controlada, para os viciados não se prostituirem ou cometerem crimes para sustentar o vício, nem morressem por uma dose alta ou impura demais. A dependência de drogas deixou de ser um caso de polícia para ser um caso de saúde. A educação foi reformulada para que o sistema de ensino formasse cidadãos capacitados a enfrentar a concorrência com a economia americana. O lar teve um novo planejamento para as residências da classe trabalhadora, com mais investimentos no lazer, banheiros e área verde. A família não escapou da intervenção do Poder Público: criou-se um impensável Ministério da Infância, com poderes totalitários benevolentes, como a ministra baixar uma lei obrigando os pais a darem demonstrações de carinho e atenção aos filhos em público.
Coisas do Primeiro Mundo.







Christiane esmigalhou o orgulho alemão. Uma moça sem nenhum dom especial ferrou com o sistema e realizou o sonho
de todos os punks. A opinião pública reconheceu que a ex-drogada e prostituída estava certa. Infelizmente para os adultos,
a criança travessa é quem tinha razão. Ela venceu. O jeito foi dar o braço a torcer, engolir a vaidade e ceder
os anéis pra não perder os dedos. E isso foi só o começo da revolução provocada por Christiane F.







enviada por Vermão



17/04/2007 13:47



VISITE O UNDERGROUND NOS BLOGS:

KILLING TIME

FLORES DO MAL







Detlef largou as drogas em 1980, conseguiu emprego como motorista de ônibus do serviço de ajuda a domicílio e até parou de fumar.
Ele deixou definitivamente pra trás o que hoje chama de “pecados do passado”. É isso aí, Detlefon!






Frank tá de cara limpa desde os anos 80. Nada mau pra um cara que a galera chamava de “Zumbi” ou “Macbeth”.
Em 1995, ele reapareceu numa reportagem da TV Spiegel sobre o bando H, junto com os outros
ex-viciados sobreviventes da turma, como Catherine Schabeck, a Stella. É, mermão, vaso ruim não quebra...






Kai Hermann publicou outras obras e continua em seu empreguinho de repórter na imprensa alemã.
Em 2001, foi a vez dele dar uma entrevista pra Folha de S. Paulo: “No começo, ninguém queria publicar o livro.
Depois, ficou em 1° lugar na lista de best-sellers da Alemanha por dois anos. Acho que a grande razão do sucesso do livro
é o fato de Christiane ser uma garota como qualquer outra, como qualquer jovem. As pessoas podem se identificar com ela.
Este é o ponto principal."




Foto: Henry Diltz






CF nunca mais reencontrou Detlef, nem nenhum dos drogados descritos em seu livro – exceto sua amiga Suzanne Kuhn, a "Kessi". Tatuou o braço com as iniciais, virou escritora de sucesso, foi atriz do cinema alemão (em dois filmes) cantora de rock e ocupou o cargo de Consultora Executiva no filme baseado em sua obra imortal. Depois disso, se aposentou em 85 e desde então vive de royalties.

“Provavelmente ainda não estou madura o suficiente pra saber o que quero. Não posso imaginar que trabalhar seja um prazer. Eu me sinto sempre muito mal quando alguém me pergunta em que trabalho. Como as pessoas olham sem compreensão quando a gente diz que não trabalha... As pessoas não entendem que amigos vivem de amigos!”




enviada por Vermão



17/04/2007 13:46





UM CANHÃO SONORO CONTRA O SISTEMA. Pense bem: você acha que um filme underground alemão que tem no elenco Christiane F e William Burroughs pode ser um filme normal? Pois a normalidade é tudo o que não existe em DECODER (1984) a obra-prima do cinema punk alemão.


(Pra quem não sabe, William Burroughs é o escritor junkie americano da geração beatnik que matou a esposa com um tiro na cabeça sem querer, brincando de Guilherme Tell. É psicose demais num filme só.)



“Começamos a filmar em dezembro/1982, durante a visita de Ronald Reagan em Berlim, pois eu sabia que
isso ia provocar tumultos em toda a cidade. Filmei a agitação toda e a inserimos no filme,
criando a atmosfera da história”, lembra o diretor Klaus Maeck – um punk fã de Sex Pistols e
Einstürzende Neubaten. “Para esse filme, eu precisava de relações pessoais, então chamei
Christiane F, que morava em nossa ‘comuna’ num apartamento em Hamburgo na época.”







Um jovem punk (Mufti Einheit, do Neubaten) vive num mundo apocalíptico, escuro e alienado.
Enquanto come um hamburger numa lanchonete, ele nota a quietude das pessoas acalmadas pela música ambiente do aparelho Muzak
e fica imaginando se existe uma ligação entre a passividade do povo e a onipresença do Muzak não só em lanchonetes mas em todos os ambientes públicos como shoppings, supermercados, salas de espera, elevadores...
Seria o Muzak um instrumento do sistema para pacificar e controlar as pessoas?








Intrigado, o punk começa a investigar uma conecção entre a monótona “música entorpecente”
e a aceitação do consumismo como forma de controle social.
E o que vem em seguida você já adivinhou: “Se invertêssemos a frequência sonora dos aparelhos
geradores dessa música controladora de multidões, haveria uma grande revolta popular
que derrubaria o sistema e causaria uma revolução!”
conclui o louco.







Em sua cruzada para inventar o anti-Muzak, ele é ajudado por um atendente de loja de eletrônicos
(William Burroughs). Mas nosso herói é capturado e enfiado numa máquina de sonhos por
piratas urbanos liderados por Genesis P-Orridge, que filosofa que estamos numa
guerra de informação – “E o conhecimento é o verdadeiro poder a ser negociado”.


Mas os piratas simpatizam com a nobre causa de destruir o sistema...
Assim, os revolucionários punks constroem sua arma definitiva:
um canhão sonoro que dispara uma freqüência sônica devastadora.







Liberto, Einheit usa seu anti-Muzak num McDonald’s... e provoca uma luta de classes entre empregados e patrões!
O experimento é repetido em toda a cidade de Berlim, causando tumultos, desobediência civil e caos.
A sociedade entra em crise, aniquilada por um exército de punks.
A Corporação Muzak contra-ataca com seu agente Jager,
enviado para combater o terrorismo sonoro.







Mas o punk não está sozinho. Sua namorada (Christiane F) é obcecada por sapos e trabalha num
peep-show como go-go girl, onde ela atrai a atenção de Jager – que cai em paixão fulminante por ela.


Ao descobrir que seu rival é o inimigo que está caçando, Jager ganha um motivo extra pra matar o punk!


Louco de ciúmes, o agente segue Christiane F por toda parte – até encontrar Einheit num beco escuro.
Jager aponta sua arma para o punk, mira na cabeça... e quando vai apertar o gatilho,
morre atropelado por um caminhão de lixo. Final feliz.








Em uma cena de sonho, William Burroughs encontra Christiane F
caminhando num cenário pós-apocalíptico vestindo um surrado sobretudo preto
num esgoto de cidade jarmanesca, ouvindo a gravação dos experimentos sonoros de Burroughs
produzidos nos anos 70 – e que na vida real foram banidos pelas universidades americanas.






Nossa heroína Christiane F estrelando o filme alemão "Decoder"



Falando em sonho, o filme abre com a voz de Christiane F recitando o poema Dreams
da peça Macbeth de William Shakespeare. É arrepiante! A cena em que Christiane F conversa ao telefone
com Einheit é uma síntese perfeita de Decoder. Eles fazem “sexo verbal” mas quando a câmera se afasta
você vê que eles estão na mesma sala, em cabines vizinhas. Ela ama quando ele diz “Eu estou em sua orelha.”
Perversão? “Ouvir é sentir” afirma Maeck. “Ouvir é pura palavra, sem imagens para distrair sua mente.”

Nem preciso dizer: o filme é terminantemente proibido para menores de 18 anos.




enviada por Vermão



17/04/2007 13:46



Este blig participa da campanha PAU NO CU DO NIZAN GUANAES.
Participe você também! Junte duas latas de Neston, preencha o cu pom do Nizan, amarre tudo com cadarços do tênis Mizuno (da agência gringa q comprou a DM9) e envie por e-mail junto com o negão do comercial pra caixa-postal do Blig Turbo que ele quer nos obrigar a assinar.
(E é um provedor de merda tão fajuto que os blogs apagam sozinhos) Assim, com o rabo turbinado, ele vai adorar!




enviada por Vermão



17/04/2007 13:45


E agora com você: Christiane Felscherinow!



Fotos próximas: Jürgen Müller-Schneck







Christiane F aos 16 anos, em 1978, após ser julgada, ao lançar o livro-bomba que detonou uma controvérsia mundial,
expôs a podridão oculta da sociedade e mudou as leis sobre as drogas e os jovens: "Quem mudou o mundo? Eu??? Tá louco..."
















Aos 15 anos, ela narrou o best-seller planetário que entrou para a História: "Wir Kinder Vom Bahnhof Zoo" ( "Nós, as Crianças da Estação Zoo" )
Rebatizado no Brasil como "Eu, Christiane F, 13 anos, Drogada, Prostituída..."









Foto: Eva Kroth





Uma adolescente normal e comum, que desde criança sobreviveu ao inferno das situações mais aberrantes e trágicas.
Ninguém tem uma vivência tão chocante como Christiane Vera Felscherinow,
ou uma história pra contar tão barra-pesada como ela.





Hollywood - Fotos: Henry Diltz ¨ ¨ ¨ Ampliado por Dimitris pela Corbis





















Christiane F em Hollywood, divulgando o filme baseado em sua autobiografia, em 1981.
Grande sucesso de bilheteria, o filme é a maior viagem...







A aventureira no Japão, em turnê promocional (1981)






O disco alucinante da Garota Mais Punk do Mundo: Christiane F estréia como cantora e
guitarrista em 1982, com o álbum "Gesundheit !" ( "Saúde!" )
Mais irônico impossível: a piada já começa na capa. Brincando de bandeira da Alemanha,
CF vira um produto nacional de exportação.







“Por você eu me bato / Por você eu esqueço de mim mesma”
Compacto duplo com o hit "Wunderbar" onde Christiane F canta no refrão:
"Ich bin so süchting..." ( "Eu tô tão viciada..." )
Pra galera cantar junto em estádios lotados...








Tocando guitarra num estilo irreverente, cantando sensual
ou encarando os repórteres: bem-vindo á nova fase de Christiane F.







"A garota dos olhos mais tristes do mundo"
mantém a beleza e nunca perde o charme.







"Os jornalistas são ainda piores que os policiais. Para a imprensa, você é só um produto pra ser exposto e vendido.
Nunca fiz o jogo deles. Quando fui julgada, botei no tribunal em meu lugar uma sósia minha,
para os repórteres sentirem o gosto do próprio veneno."










Fotos próximas: Gerd Krug e Klaus Meyer Andersen ¨ Revista Stern







Chris pondo pregadores no cabelo em 1984, aos 22 anos, ainda com aparência de colegial.
Na foto abaixo: cartaz na parede de seu ídolo Bruce Lee







Christiane F abre seu caixão de defunto, cheio de contas a pagar.
Nada mais punk, trágico e alemão que o humor negro...








“Eu gostaria de poder fazer algo pelos viciados.
Mas se tem algo que eu aprendi é que um drogado
só pára quando quer. E ninguém pode fazer isso por nós.”







Cartaz do filme alemão "Neonstadt" (1981) com Christiane F
estreando como atriz de cinema, num papel dramático.



















Visual radical pra ela é pouco: Christiane F simplesmente se transformou
até sacrificar a beleza para interpretar seu ambíguo personagem em DECODER
numa atuação antológica e intensa e fez juz à fama de garota mais punk do mundo
também no cinema (e na música, e na literatura). Robert DeNiro perde...






































Na moral: Só mesmo o cinema alemão consegue fazer um filme
sombrio, sinistro e punk o bastante pra abrigar uma puta atriz como essa.





Abaixo, em 1983, como convidada no camarim de David Bowie. Foto: Dennis O´Regan






O passado já era: Depois de largar as drogas, Christiane passou a vida viajando: rodou o mundo todo, morou na Grécia,
virou ativista ecológica e conheceu o cineasta italiano Federico Fellini. De quebra, curtiu com a cara dos caretas
e circulou pela alta sociedade tirando onda com seu namorado Alexander Hacke, líder da banda de rock alemã
punk-industrial Einstürzende Neubauten ( "Condomínios Desabando" ).







Parece incrível, mas ela se recusa a levar uma vida de rico. Como já disse em seu livro,
nunca quis "nada que fedesse a riqueza." Fodam-se os burgueses.











Até hoje, jovens do mundo todo penduram suas fotos
na parede do quarto, e a cultuam como um ídolo.
"Nunca consegui entender como podem me ver como heroína."
Ela sempre responde a todas as cartas que recebe de crianças,
principalmente depois de dar à luz o seu filho
de um cara dez anos mais jovem, em 1996.







Em 2003, uma mulher elegante e decidida encara velhos fantasmas...






Mamãe Christiane com seu filhinho Jan-Nicklas, ou Nico pros íntimos...
"Este garoto é tão esperto que acho que vou levá-lo para fazer um
teste de QI e saber se ele pode saltar algumas séries na escola."




enviada por Vermão



17/04/2007 13:45


>> A VIAGEM CONTINUA em CHRISTIANE F – GALERIA 2 >>





Este blog é dedicado ao grande Site Internacional de Bosse Lindqvist e ao fantástico Quadro de Mensagens ( CF's Message Board )
Durante 5 anos (2001-2006) a fonte principal e o ponto de encontro de todos os fãs dedicados á nossa heroína Christiane F.


Obrigado a todos pela colaboração, apoio e conversas inesquecíveis: um abraço a Bosse, Stockhausen, Beddenwetter,
Chiara, Rez, Helena, Dimitris, Fiona, Giulia, Ole, I-am-me, Decoder, Andreas
e todos os que ajudaram a fazer um dos sites mais legais de todos os tempos.



Agradeço a ajuda de Camilla Bettini, que recuperou 3 fotos. Valeu, Camillinha!
Visite o blog show dela: camilinha_do_csfa.blogger.com.br




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http://p4.forumforfree.com/christianef.html


Vermão

Moderador do Forum Internacional Christiane F






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enviada por Vermão






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